Como o Bastidor adiantou, Lula deu toco no deputado Elmar Nascimento, líder do União Brasil e rival do PT da Bahia. Elmar foi relator da PEC da Transição e articulava ser ministro do petista, embora tenha sido bolsonarista até o segundo turno.

Elmar se queimou, como o Bastidor revelou, ao tentar vincular diretamente a aprovação da PEC da Transição à sua nomeação à pasta de Minas e Energia. Arthur Lira, que liderava a articulação, viu-se sem saída diante da patacoada.

Lula e seus operadores políticos acreditam que a bancada do União Brasil pode ser domesticada com a manutenção da Codevasf e outros cargos estratégicos em estatais – cargos sem visibilidade política, mas com bastante orçamento.

O petista sabe que precisa do apoio do maior partido do país para governar. E sabe que o melhor caminho para isso é prestigiar Arthur Lira. O presidente da Câmara é do PP, partido (ainda) vinculado ao bolsonarismo. Mas tem relação produtiva com a cúpula do União Brasil.

O toco em Elmar expôs a Lira os limites de Lula. A Lira e ao União Brasil, será necessária uma transição para apoiar o governo do petista. Uma vitória – ainda provável – de Lira à reeleição à Presidência da Câmara tornará esse bloco de poder mais forte para negociar novos termos com o governo de Lula.