Jair Bolsonaro vai se encontrar com empresários no dia 11 de agosto, em um evento do Grupo Esfera. Vai tentar convencer de que não representa um risco para a democracia. É uma tentativa de compensar o desgaste de imagem pela ampla adesão da elite econômica à Carta aos Brasileiros.

Bolsonaro levará o ministro da Economia, Paulo Guedes. O presidente vê o encontro como oportunidade para mostrar que tem o PIB ao seu lado e vender seus feitos na economia.

A data não é casual: no mesmo 11 de agosto será lida em São Paulo a Carta aos Brasileiros, um manifesto em defesa da democracia, que já tem mais de 240 mil assinaturas e ganhou a adesão da maior parte da elite empresarial, incluindo Fiesp e Febraban.

A avaliação no Palácio do Planalto é de que a carta organizada pela USP se politizou e se tornou manifesto anti-Bolsonaro. No caso do encontro do Grupo Esfera, Bolsonaro estará entre amigos, como o empresário Flávio Rocha.

Para auxiliares do presidente, o encontro é chave para convencer a elite do país de que sua permanência, apesar dos discursos inflamados, é melhor para a economia que a eleição de Lula.

Poderá servir também para disputar espaço com o manifesto anti-Bolsonaro, em especial nas redes sociais, e evitar a impressão de que o presidente perdeu parte da elite.