A admissão de João Doria de que pode desistir da candidatura presidencial por alguém que esteja com melhores condições de romper com o duelo entre Jair Bolsonaro e Lula é fruto do trabalho de outro tucano, o senador Tasso Jereissati.
Doria, pela primeira vez, considerou publicamente a investidores num encontro promovido nesta terça-feira, 23, pelo banco BTG Pactual, a possibilidade de oferecer seu “apoio para que o Brasil não tenha mais essa triste dicotomia”.
Apesar de seu partido ter um pré-candidato, Tasso Jereissati trabalha dentro e fora do PSDB, em articulação com outras legendas, para viabilizar a candidatura de Simone Tebet, do MDB.
A avaliação do tucano é que, embora Tebet tenha apenas 1% das intenções de voto, a rejeição à emedebista é baixa. Segundo pesquisa da CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira, 21, a menor entre os pré-candidatos: 29%.
Doria, embora esteja na faixa de 1% das intenções de voto, tem rejeição de 66,5%.
No PSDB, o apoio a Tebet é maior entre os que apoiaram o governador Eduardo Leite, derrotado nas prévias por Doria.
Jereissati tem promovido encontros de Tebet com outros tucanos insatisfeitos com a pré-candidatura do governador de São Paulo.

