Alexandre de Moraes veio com tudo após golpistas bolsonaristas destruírem o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. Primeiro, o ministro determinou o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, pelos próximos 90 dias.

O motivo, segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal, é a falta de ação da gestão do DF para impedir o terrorismo bolsonarista. Moraes afirmou que Ibaneis cometeu “conduta dolosamente omissiva” ao ficar “defendendo uma falsa ‘livre manifestação política em Brasília’ – mesmo sabedor por todas as redes que ataques a instituições e seus membros seriam realizados” e ao ignorar “todos os apelos das autoridades para a realização de um plano de segurança semelhante aos realizados nos últimos dois anos em 7 de setembro”.

Moraes também deu prazo de 24 horas para as autoridades acabarem com os acampamentos golpistas em frente a quarteis do Exército. Especificamente sobre o quartel general em Brasília, o ministro do STF exigiu cooperação de José Múcio, ministro da Defesa, para garantir o cumprimento de sua ordem.

“No caso do Distrito Federal, após a desocupação, efetiva manuntenção, por parte da Polícia Militar, da guarda de segurança do perímetro da Praça dos Três Poderes, em particular, e das residências oficiais dos agentes políticos da União para evitar a ocorrência de novos delitos”, complementou o ministro.

Assim como as calçadas dos quartéis, a decisão de Moraes vale para toda e qualquer via interditada no Brasil por golpistas.

E nem os ônibus dos golpistas escaparam. Moraes proibiu o ingresso desses veículos com manifestantes no DF, exigiu que a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal apreendam os que tentem entrar na capital federal e todos os que foram usados para trazer terroristas para a capital.

Por fim, deu duas horas para Facebook, Tik Tok e Twitter suspenderem perfis golpistas que estão nessas redes sociais. Em caso de descumprimento, as empresas pagarão multa diária de 100 mil reais.

Leia a decisão proferida nesta segunda-feira (9) por Alexandre de Moraes, ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral: