Gustavo Rocha, chefe da Casa Civil do governador afastado Ibaneis Rocha, foi acusado de negligência pelo senador Veneziano Vital do Rêgo. Ele ignorou pedido do então presidente em exercício do Senado para que a Polícia Militar do Distrito Federal ajudasse a proteger o Congresso dos terroristas bolsonaristas.

A atitude causou estranheza, afinal os dois são do MDB. Afilhado político do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, Gustavo foi ministro dos Direitos Humanos de Michel Temer e era chamado de “Bessias do Temer”. Foi citado na Lava Jato após o Coaf identificar dois saques, que totalizaram 104 mil reais, feitos entre março e abril de 2016.

Sua aproximação com Ibaneis se deu ao longo da curta gestão de Temer. A migração para o governo do DF foi uma alternativa para Gustavo continuar em evidência após a prisão de Cunha.