Os senadores da CPI da Pandemia esperam aprofundar a investigação sobre os interesses econômicos por trás da orientação do governo do presidente Jair Bolsonaro de medicamentos imprestáveis para tratar doentes com Covid-19.

Amanhã, terça-feira 22 de junho, será ouvido o deputado federal Osmar Terra, do MDB gaúcho. Desde as primeiras notícias do novo coronavírus, ele vem negando a gravidade da pandemia e tenta ser escolhido ministro da Saúde.

Terra foi inicialmente convocado pela CPI, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira, pressionou para que essa convocação fosse convertida em convite. Dessa maneira, o deputado poderá faltar ou abandonar o depoimento quando quiser.

Na quarta-feira 23 de junho, os senadores vão ouvir Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, empresa investigada por intermediar a compra da Covaxin pelo governo federal. A compra do imunizante fabricado pela indiana Bharat Biotech foi a mais rápida de todas, apesar de existirem dúvidas sobre a eficácia.

A Precisa Medicamentos é investigada por fraude nas vendas de testes rápidos para o governo do Distrito Federal. Também há problemas com a sócia da Precisa Medicamentos porque uma dívida de R$ 20 milhões com o Ministério da Saúde impediria contratos com a administração pública.

Na quinta-feira 24 de junho, o assessor da Presidência da República Filipe Martins será ouvido pelos senadores. O objetivo é saber o motivo de ele e do vereador Carlos Bolsonaro terem participado de reunião com representantes da Pfizer. A suspeita é a de esses conhecidos integrantes do “gabinete do ódio” no Palácio do Planalto terem acesso ao andamento de temas do Ministério da Saúde para espalhar notícias falsas e sabotar as vacinas.