O gerente geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, disse hoje aos senadores da CPI da Pandemia que os primeiros contatos com o governo brasileiro foram realizados em maio do ano passado, mas a demora na resposta fez com que o primeiro fornecimento de vacinas ocorresse a partir de março deste ano. Cinco ofertas da empresa ficaram sem resposta em 2020.
Segundo o depoimento de Murillo, a omissão do governo de Jair Bolsonaro significou que 1,5 milhão de vacinas da Pfizer poderiam ter sido aplicadas em 2020. Além disso, 3 milhões de doses poderiam ter sido aplicadas no primeiro trimestre de 2021.
O ex-chefe da Secom Fábio Wajngarten disse ontem aos senadores da CPI que uma carta da Pfizer sobre o fornecimento de vacinas ficou dois meses sem resposta do governo.
No ano passado, a postura negacionista de Bolsonaro incluía críticas às vacinas porque o governador de São Paulo João Dória liderava as ações sanitárias com a Coronavac desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa chinesa Sinovac. Dória é pré-candidato do PSDB para presidente nas eleições de 2022.

