A Organização Mundial de Saúde desistiu de incluir a vacina russa Sputnik em qualquer planejamento global de imunização, segundo fontes a par da decisão reservada da entidade.
Técnicos da OMS e da EMA, agência europeia de medicamentos, não receberam dados mínimos para analisar a segurança, a eficácia e a qualidade da Sputnik. As inspeções nas fábricas do governo russo revelaram um processo de produção que desobedece os padrões sanitários elementares.
Embora o regime de Putin queira que a Sputnik integre o consórcio Covax, que distribui vacinas especialmente em regiões mais pobres, não há boa vontade, mesmo num cenário de escassez, que permita o uso do imunizante. O governo russo teria que cumprir compromissos assumidos há meses. Ninguém na OMS espera mais isso.
No Brasil, apesar dos esforços do centrão e de petistas, a Sputnik não será aplicada.

