A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou nesta quinta-feira, 3, o uso do Molnupiravir, para o tratamento de casos leves da covid-19. O medicamento é liberado para uso em vários países e segue sob análise da Anvisa desde novembro de 2021.

O remédio é produzido pela Merck Sharp and Dohme (MSD). Este é o primeiro medicamento via oral a ser recomendado pela OMS para tratar a covid-19.

A OMS diz que o Molnupiravir deve ser administrado preferencialmente em pessoas que apresentem mais possibilidade de serem hospitalizadas. No entanto, ele não é indicado para crianças e mulheres grávidas. Para mulheres, a orientação é que o remédio seja acompanhado de um método contraceptivo.

Os técnicos da OMS lembram que o Molnupiravir é um medicamento novo. Por isso, nem todos os riscos associados ao uso dele são plenamente conhecidos. 

A dose indicada para pacientes adultos é de quatro comprimidos, duas vezes ao dia, totalizando 800 mg, durante até cinco dias. O Molnupiravir deve ser administrado logo no início dos primeiros sintomas, para evitar risco de hospitalização.

O remédio no Brasil

O laboratório MSD apresentou o pedido de uso emergencial do Molnupiravir em 29 de novembro de 2021. Sob condições normais, o registro deveria ter sido aprovado em 30 dias, mas houve divergências na documentação. Esse problema suspende o prazo máximo da avaliação.

Segundo o painel de acompanhamento de registros disponibilizados pela Anvisa, já foram analisados 53,55% da documentação. Outros 41,71% seguem sob análise e 4,74% aguardam complementação. 

As informações mais recentes do painel são do dia 24 de fevereiro. Por causa dessas divergências, não há prazo para que a venda seja permitida no Brasil.