Nas conversas tocadas ao longo de ontem (31) para negociar a aprovação da medida provisória que organizava seu governo, Lula considerou a alguns fazer uma reforma ministerial para melhor alocar os aliados no governo. Mas há um empecilho para que seja logo, admitiu a interlocutores. O nome é Davi Alcolumbre.

Lula depende de Alcolumbre, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, para que Cristiano Zanin, seu indicado ao Supremo Tribunal Federal, avance para a aprovação do plenário do Senado.

Numa conversa por telefone ontem, o presidente ouviu do senador que tocará o nome do advogado com rapidez, ainda neste semestre. É tudo o que quer Lula. Alcolumbre estava, naquele momento, num jantar na casa de Rodrigo Pacheco, na presença de Zanin e de Gilmar Mendes.

O leitor lembra que, contrariado com Jair Bolsonaro, Alcolumbre segurou na CCJ por meio ano a indicação de André Mendonça para o Supremo. Para não ser vítima da mesma prática, até a aprovação Lula não fará nada que possa incomodar Alcolumbre.

O presidente da CCJ tem dois ministérios em sua conta. O da Integração e o das Comunicações, que divide com Arthur Lira. Deverá perder um ou os dois. Lula não vai mexer neste vespeiro justamente quando precisa da boa vontade do senador.