O deputado Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) protocolou nesta terça-feira (26) na Procuradoria-Geral Eleitoral um pedido de investigação contra a campanha de Lula por omitir do Tribunal Superior Eleitoral serviços prestados por uma agência de comunicação. A história foi revelada pelo Bastidor.
De acordo com o parlamentar, se confirmada a irregularidade, “trata-se de ilícito altamente reprovável e pode evidenciar um modus operandi maior, que lança mão do abuso de poder econômico com o objetivo burlar a prestação de contas e se beneficiar eleitoralmente”.
O Bastidor teve acesso com exclusividade a documentos que mostram que profissionais contratados pela agência Polo Marketing Digital, de Niterói, no Rio, trabalharam na estrutura oficial da campanha de Lula. A participação, no entanto, não consta na prestação de contas do candidato ao TSE. A omissão caracteriza, em tese, crime eleitoral.
No final do ano passado, dois desses profissionais – um redator e um designer gráfico – moveram ações trabalhistas, em Brasília, contra Clarisse Mello Chalreo de Oliveira, proprietária da agência, e o Diretório Nacional do PT.
Eles afirmam que a Polo Marketing Digital e o PT feriram seus direitos trabalhistas ao contratá-los sem carteira assinada. Pedem que a agência e o PT paguem saldo de salário, férias, décimo terceiro, aviso prévio, FGTS, seguro-desemprego e multa.
Uma fonte que esteve na comunicação do partido confirmou ao Bastidor, sob reserva, que a Polo Marketing Digital produziu peças para internet usadas na campanha sem aparecer como responsável.
Ao contrário de outras empresas que trabalharam oficialmente, tanto para o partido quanto para a campanha de Lula, a Polo aparece apenas nas contas do PT. Nenhuma das partes envolvidas explica por que a agência não fechou um contrato específico para a campanha, nem recebeu formalmente das contas do candidato Lula.
Leia o documento protocolado pelo deputado:

