A equipe de transição espera pelo menos 300 mil pessoas para a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista nesta quarta-feira (7), a futura primeira-dama, Janja, afirmou que os preparativos para o evento estão adiantados. O evento deve ocupar toda a tarde e seguir durante a noite na Esplanada dos Ministérios.
Ainda não se sabe se Lula fará o tradicional desfile no Rolls Royce da Presidência. Na entrevista, Janja afirmou ter recebido informações de que o veículo estaria quebrado. Em 7 de setembro, Bolsonaro e a família usaram o carro para desfilar na Esplanada dos Ministérios, no evento em comemoração ao Bicentenário da Independência.
O desfile em carro aberto precisa levar em conta também a questão de segurança. Pela primeira vez na história recente, o receio de ataques não é uma paranoia, mas uma realidade.
A cerimônia terá ares de comemoração. Além das formalidades está prevista uma série de shows, que começarão por volta das 19h, depois que Lula subir a rampa do Planalto. Janja afirma que a equipe de transição trabalha com a possibilidade de que Jair Bolsonaro passe a faixa ao novo presidente, embora nada indique que isso acontecerá.
Caso isso não ocorra, não foi informado qual seria o protocolo alternativo. O Bastidor já mostrou que o vice-presidente, Hamilton Mourão, está disposto a realizar o ato simbólico. Mesmo que a cena da faixa não seja realizada, legalmente, o que importa é a cerimônia no Congresso Nacional.
Outra novidade é referente ao barulho relacionado à posse. A equipe avalia a possibilidade de evitar a salva de 21 tiros de canhão, realizada pelo Exército. A solenidade está prevista no protocolo oficial da posse e sempre é realizada. Janja informou que recebeu demandas de pais de autistas, que reclamaram que o ruído incomoda e causa estresse em crianças. A equipe avaliará uma alternativa.
Além dos convites oficiais encaminhados pelo Itamaraty a chefes de estado, estão previstas as presenças de outros ex-líderes mundiais, que têm relacionamento próximo com Lula.
Uma preocupação que ainda toma conta da posse é a segurança. Enquanto os petistas esperam milhares de pessoas na Esplanada, outras centenas de apoiadores de Jair Bolsonaro, contrários ao resultado das urnas, estão concentrados em frente ao Quartel General do Exército em Brasília, o que aumenta o risco de atos violentos.
Janja informou que está em reuniões com as forças de segurança e tem recebido apoio direto do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Segundo ela, a Polícia Militar deve dar apoio à festa. Membros da Polícia Federal, do Gabinete de Segurança Institucional e de outros órgãos também têm participado de reuniões para garantir a segurança da posse e da festa que se seguirá na sequência.

