Embora possa haver alguma acomodação, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, praticamente fechou nesta terça que partido ficará com quais comissões na casa. A eleição para a presidência e a vice-presidência de cada uma será nesta quarta-feira (8).
Normalmente, a eleição é pro-forma, porque as bancadas chegam à sessão com acordo prévio.
Segundo o combinado, o PT ficou com duas comissões sem grande relevância: Assuntos Sociais (Humberto Costa) e Direitos Humanos (Paulo Paim). Houve uma tentativa para assumir a Comissão de Relações Exteriores, mas não deu certo
Além das Relações Exteriores (Renan Calheiros), o MDB fica com a Comissão Mista de Orçamento (Confúcio Moura) e Desenvolvimento Regional (Marcelo Castro).
Além da Comissão de Assuntos Econômicos (Vanderlan Cardoso), uma das mais importantes da casa, o PSD de Pacheco comandará as comissões de Serviços de Infraestrutura (Daniella Ribeiro), Segurança Pública (Omar Aziz) e de Defesa do Estado Democrático (Eliziane Gama).
O União Brasil ficou com a mais importante, a Comissão de Constituição e Justiça – apesar das reclamações gerais contra Davi Alcolumbre, que permanecerá na presidência do colegiado. O partido comandará também a comissão de Agricultura e Reforma Agrária, com a senadora Soraia Thronicke.
A indicação de Thronicke, que é do Mato Grosso do Sul, é fruto do arranjo que envolveu pedidos do setor agrário. O segmento acha que a senadora pode servir de contraponto às políticas do governo federal.
O PSB deve comandar a Comissão de Cultura e Esporte (Flávio Arns); o PDT, a Comissão de Meio Ambiente (Leila Barros); e o PSDB (Izalci Lucas), Ciência e Tecnologia.
O PL trabalha para indicar alguém para a Comissão de Fiscalização e Controle, com potencial de criar problemas para o governo, a exemplo do que quer fazer na Câmara.

