O Tribunal Superior Eleitoral contabilizou 38 candidaturas à Câmara dos Deputados ou a Assembleias Legislativas com o nome “Bolsonaro” em seus registros.
Somente um deles tem de fato o sobrenome presidencial: o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, candidato a reeleição por São Paulo. O resto é aliado, admirador e até detrator.
As únicas exceções, com certo parentesco, são o sobrinho da primeira mulher de Jair Bolsonaro, Rogéria Nantes, mãe dos três filhos mais velhos do presidente, e a outra ex-mulher do presidente, Ana Cristina Valle.
Conhecido como Leo Índio, o candidato à Câmara Distrital do Distrito Federal vai aparecer nas urnas como “Leo Índio Bolsonaro”. Já Ana Cristina Valle adotou “Cristina Bolsonaro”, apesar da rejeição da atual mulher do presidente, Michelle Bolsonaro.
A primeira-dama pediu ao marido que interferisse para evitar a candidatura de sua ex-mulher. Bolsonaro disse que nada poderia fazer. Verdade ou não, Ana Cristina se filiou ao PP, partido da base do governo, e adotou o nome para disputar para uma vaga de deputada distrital no DF.
Nem todos são aliados, porém. No Rio Grande do Sul, Christopher Borges Veleda, do Psol, decidiu se candidatar a deputado estadual com o nome “Chris Coletivo Bolsonaro Nunca Mais”. Ao contrário dos outros Bolsonaros país afora, ele obviamente rejeita o original.

