Valdemar Costa Neto, dono do PL, admitiu a aliados que em breve poderá ver seu partido e ele mesmo envolvidos nas investigações sobre os atentados à democracia. Isso graças ao seu encontro com o hacker Walter Delgatti no período pré-eleitoral do ano passado.

Valdemar já admitiu publicamente o encontro. Diante da exposição do hacker e suas declarações na CPI, ele deverá se ver envolvido. Ainda assim, diz, segue na crença de que Jair Bolsonaro continua a ser um ativo valioso para o partido.

Valdemar afirma que nas pesquisas feitas pela legenda, há um segmento resiliente no apoio a Bolsonaro na faixa dos 25% a 30% dos eleitores, apesar do desgaste causado pelas investigações que o envolvem.

Segundo disse a interlocutores, não é suficiente para uma vitória presidencial, mas garante boa quantidade de votos para prefeitos e para a composição de bancadas municipais no ano que vem.

Este acompanhamento será frequente até a eleição de 2024. Todo o apoio público que Valdemar dará ao ex-presidente, porém, poderá ser deixado de lado se houver risco de as denúncias contaminarem o partido para além do superficial, como já é esperado por muitos.