No encontro que terá com Lula ainda nesta segunda-feira, o senador Renan Calheiros vai insistir que o futuro governo não precisa se unir a Arthur Lira para garantir o pagamento do Bolsa Família no valor de 600 reais. Calheiros e Lira são inimigos figadais em Alagoas.

O senador pretende oferecer alternativas a Lula, como incluir o Tribunal de Contas da União na discussão fiscal do orçamento para os próximos anos e até editar uma medida provisória.

Lula não acredita muito na saída. Prefere construir uma base na Câmara tendo Arthur Lira como aliado, não como inimigo. Portanto, fará um movimento contrário: tentará convencer Renan que a relação política com Lira não passa pelas disputas regionais.

Renan também dirá a Lula que não vai criar dificuldade para a reeleição de Rodrigo Pacheco. Ele queria que seu filho Renan, ex-governador de Alagoas e eleito para o primeiro mandato de senador, disputasse o cargo com o apoio do PT. Mas já mudou de ideia.

O MDB, o União Brasil e o PSD caminham para formar um bloco no Senado. O PT foi convidado, mas dificilmente entrará: o partido de Lula prefere ser aliado, mas sem a formalização.

No encontro, que terá a presença de outros emedebistas, serão discutidos ainda possíveis espaços do partido no futuro governo.