A hegemonia do PT não está restrita à Esplanada dos Ministérios em 2023. Ela abrange até a festa da posse de Lula e Geraldo Alckmin. Integrantes do PSB relataram ao Bastidor dificuldades para conseguir incluir convidados na lista da cerimônia.
A responsável pela organização do evento é Janja, esposa do presidente eleito. Após algumas negativas, pessoas do PSB ou ligadas indiretamente ao partido tem até evitado fazer novos pedidos para evitar deverem favores ao PT.
É nítido que o PT quer monopolizar o poder. Lula prometeu uma frente ampla, mas essa geringonça começa a rachar. O PSB é um exemplo nítido. Apesar de Flavio Dino ter sido escolhido para o Ministério da Justiça, sua escolha partiu de Lula.
Assim, os socialistas só conseguiram um ministério até agora, o de Portos e Aeroportos, que ficará sob o comando de Márcio França. O ex-governador de São Paulo, aliado de Geraldo Alckmin e um dos responsáveis (junto com Fernando Haddad), por aproximar o ex-tucano de Lula, era cotado para o Ministério das Cidades, pasta muito mais importante do que a recebida por França.
Outro exemplo é Simone Tebet. Como mostrou o Bastidor, a senadora em fim de mandato foi excluída até agora das escolhas ministeriais porque o PT não queria alguém de fora do partido cuidando do Bolsa Família. O programa social ficará com Wellington Dias, futuro ministro do Desenvolvimento Social.

