As negociações para a reforma ministerial do governo Lula, que busca atrair o Republicanos e o PP para a base do governo, têm levado em conta também a sucessão de Arthur Lira (PP-AL) na Presidência da Câmara.

O Bastidor já havia mostrado que o Palácio do Planalto acenou para Marcos Pereira a possibilidade de apoio à Presidência da Câmara, a fim de garantir a maioria dos votos do Republicanos em matérias de interesse do governo na Casa.

Além de Pereira, no entanto, a articulação política de Lula monitora os movimentos de Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Elmar Nascimento (União Brasil-BA). Por ora, o nome de Felipe Carreras (PSB-PE) perdeu força na articulação. O deputado chegou a liderar o maior bloco da Câmara.

Não há, nos diálogos, nenhuma garantia de apoio, mas o governo não fechou as portas para nenhuma das possibilidades. A única certeza é que o Palácio do Planalto não vai embarcar em algum nome que não tenha chances de vitória. Por enquanto, em vez de trabalhar para construir uma candidatura, a ordem é avaliar os passos dos concorrentes.

Lira ainda não anunciou quem terá o seu apoio na eleição, que só vai ocorrer em 2025. Aliados do presidente da Câmara confirmam que hoje o favorito é mesmo Elmar, que tem um histórico conflituoso com petistas da Bahia, como o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e com o senador Jaques Wagner.

É do estado que vem uma outra possibilidade de concorrer à presidência da Câmara: Antônio Brito, líder do PSD na Câmara. Como mostrou o Bastidor, ele não vai esconder, como Nascimento e Pereira, uma possível proximidade com o PT e o governo.

Ao Bastidor, um petista diz que o governo sabe que não terá um Arlindo Chinaglia, mas vai evitar a qualquer custo um novo Eduardo Cunha. Pela lógica, dos concorrentes, o que tem menos simpatia governista é Nascimento – que só terá o apoio do Palácio do Planalto se não houver alternativa.