Lula chegou do exterior com a definição das pastas intocáveis nas negociações para a inclusão de PP e Republicanos e consequente realocação dos aliados em seu ministério. São elas: Casa Civil, Secretaria Geral da Presidência da República, Relações Institucionais, Defesa e Saúde.
Não significa, porém, que são intocáveis os titulares das pastas, os ministros Rui Costa, Márcio Macêdo, Alexandre Padilha, José Múcio e Nísia Trindade, respectivamente. Segundo um interlocutor do presidente, significa que qualquer troca nestas pastas ocorrerá apenas por vontade do presidente. Não são negociáveis com os partidos.
O fato de ser uma escolha exclusiva de Lula não impossibilita que ele possa ser convencido de que precisa trocar os atuais titulares das pastas, diz essa fonte com acesso ao presidente. Ele pode fazer realocações também.
Outros ministérios que também não estão em negociação são a Fazenda, de Fernando Haddad; Planejamento, de Simone Tebet; e Gestão, Esther Dweck. Lula está satisfeito com o trio, acha que foi um dos grandes acertos.
Lula não citou mais. Ou seja, todos os outros ministérios, mesmo aqueles em que ele já tenha declarado satisfação ou falado da importância da pasta para o governo, podem entrar na roda das negociações.

