Os maiores derrotados da minirreforma eleitoral aprovada na Câmara foram os partidos nanicos, como PSOL, Rede, Patriota, Cidadania, Avante e PC do B. As legendas serão ainda mais dependentes das federações para sobreviver.
Quando a discussão ainda estava no grupo de trabalho, como mostrou o Bastidor, o PSOL já se preocupava com as sobras eleitorais, a distribuição das cadeiras que ficam vagas porque alguns partidos não atingiam o quociente eleitoral.
A proposta aprovada a toque de caixa determina que apenas os partidos que atingiram o quociente eleitoral poderão participar da divisão das sobras, regra que privilegia os mais votados e que já elegeram deputados na primeira rodada.
O PSOL também saiu derrotado em uma emenda aprovada que proíbe as candidaturas coletivas, autorizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral e usadas pelo partido desde 2016.
Um dos objetivos ocultos da minirreforma, disse ao Bastidor um deputado favorável ao texto, é justamente promover as federações em que partidos menores se unem aos maiores.
Articulada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), e lideranças do centrão, a minirreforma flexibiliza o uso do Fundo Eleitoral, a prestação de contas, a cota feminina de 30% e estabelece regras mais lenientes para os processos de inelegibilidade.
No Senado, no entanto, há resistências do presidente Rodrigo Pacheco (PSD), e do governo – que, por ora, quer segurar e não vai se esforçar para acelerar a tramitação.

