O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), desconversa sobre o seu futuro político, mas após a sonhada vaga no Supremo Tribunal Federal ficar distante, ele impôs algumas prioridades.
A primeira, como já noticiou o Bastidor, é fazer seu sucessor no comando do Senado. Pacheco trabalha para que Davi Alcolumbre recupere o posto e, junto com ele, retomou pautas que atingem o STF e agradam os bolsonaristas.
A busca por votos na direita se estende a outro objetivo do presidente do Senado: candidatar-se a governador de Minas Gerais em 2026. Por ora, é o que Pacheco planeja, sem descartar outras duas possibilidades: buscar a reeleição ou ser indicado para o Tribunal de Contas da União – este última seria um prêmio de consolo.
Interlocutores de Pacheco não descartam nenhuma das alternativas e fizeram circular, nos últimos dias, que o apoio de Pacheco a Bruno Dantas para o Supremo era justamente para abrir uma vaga no TCU.
As indicações para o tribunal são divididas entre o Executivo e o Legislativo: três ministros são do Senado, três da Câmara e três da Presidência da República.
Como quem indicou Dantas ao TCU foi o Senado, caberia à casa escolher o substituto.

