O ex-presidente Jair Bolsonaro usou o protesto neste 7 de setembro na Avenida Paulista para chamar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de ditador e para defender a anistia dos presos pelos ataques do 8 de janeiro.
Bolsonaro, no entanto, não aproveitou a oportunidade para tratar da eleição a prefeito de São Paulo. Estiveram no ato o candidato à reeleição Ricardo Nunes, que formalmente tem o apoio do ex-presidente, e Pablo Marçal, que tem conquistado parte do eleitorado bolsonarista. Nenhum foi mencionado no discurso de Bolsonaro.
O ex-presidente cobrou que o Senado coloque um “freio” em Moraes, “ditador que faz mais mal ao Brasil que o próprio Luiz Inácio Lula da Silva”. Bolsonaro também condicionou a pacificação do país à aprovação da anistia aos condenados pelo 8 de janeiro.
A manifestação foi organizada pelo pastor Silas Malafaia. Além de Bolsonaro, participaram o governador Tarcísio de Freitas e parlamentares da oposição.
O ato virou palco ainda para a defesa de Elon Musk, dono do X, e de Donald Trump, candidato à presidência dos Estados Unidos.
“Tenho certeza de que as eleições de novembro deste ano nos Estados Unidos, fazendo com que Trump volte ao poder, serão um recado para ditadores de todo o mundo”, disse o ex-presidente, que está inelegível até 2030.

