Um experimentado deputado do PT aponta para o jogo arriscado, de perde-perde, que começa a ser desenhado por Arthur Lira e por Lula.

De um lado, o presidente da Câmara faz pressão sobre o governo ao rejeitar convite para a viagem à China, ameaçar não colaborar na aprovação do novo arcabouço fiscal e insistir na intransigência sobre a tramitação de medidas provisórias.

De outro, Lula se insinua sobre os líderes de bancada, tentando formar uma ponte para negociar diretamente com os parlamentes, dando-lhes poder e prescindindo da ajuda de Lira.

Neste cenário, Lira perde. O seu poder está justamente em ter nas mãos o controle sobre acordos fechados entre governo e Câmara.

Mas Lira não perde o poder de definir o que vai ou não para votação, a instalação de uma CPI e o início a um eventual processo de impeachment. Neste aspecto, quem perde é Lula.