O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu o veto à regra que cria um cronograma para liberação de emendas, previsto pelo relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, deputado Danilo Forte (União-CE). O presidente Lula ainda não decidiu o que fazer.
Como informou o Bastidor, os parlamentares querem previsibilidade em ano eleitoral. Não querem correr o risco de o governo repetir em 2024 o que ocorreu neste ano: a dias do ano acabar, ainda há emendas por pagar.
A articulação política diz que a demora ocorreu porque estavam atrasados os pagamentos do ano passado, da gestão Jair Bolsonaro. Mas isso não comove deputados e senadores.
A principal preocupação é com a eleição municipal. Para os parlamentares, o governo precisa liberar emendas no primeiro semestre; do contrário, só depois da eleição. E aí, diz um deputado, já será tarde.
Auxiliares da articulação política alertaram o presidente para o risco de atender o ministro da Fazenda e vetar, pois o veto será derrubado e o Congresso poderá ser vingativo.

