Em conversas com integrantes de sua campanha, do MDB e do Solidariedade, o ex-presidente Lula relatou seus dois temores. Lula se preocupa com as fake news bolsonaristas e com uma disputa no segundo turno.

Por isso, esta semana ele voltou a insistir que é preciso trabalhar para vencer e encerrar a eleição logo no primeiro turno.

O ex-presidente admite a dificuldade que sua campanha tem em disseminar narrativas pelas redes sociais ou combater fake news – como as que o atingiram nas últimas semanas, sobre fechamento de igrejas e aborto.

Lula citou o deputado André Janones como fundamental na estratégia digital de sua campanha, mas teme não estar preparado para competir com a rede de desinformação montada por Bolsonaro desde 2018.

Isso leva à questão do segundo turno. Para o petista, o segundo turno é uma nova eleição, com paridade entre os adversários e em que prevalece a lógica da rejeição.

No momento, Bolsonaro é mais rejeitado que Lula, segundo o Datafolha: 51% dizem não votar no presidente de jeito nenhum, contra 37% de Lula.

Mas Lula acredita que as fake news e as dificuldades em combatê-las podem mexer neste humor e dificultar a segunda etapa da disputa.