O Brasil definiu como três os eixos de defesa na cúpula emergencial que haverá neste sábado (21) no Egito: a libertação dos reféns, o fim das hostilidades e a retomada do processo de paz.

Lula decidiu com o chanceler Mauro Vieira, que é quem vai ao encontro, que apesar do veto dos Estados Unidos à resolução articulada pelo país no Conselho de Segurança da ONU, há a percepção de que a comunidade internacional concorda com o documento.

Para o presidente, mobilizando a comunidade de países árabes será possível avançar em alguns dos pontos.

Segundo uma fonte do governo, os aliados árabes do Hamas têm dois obstáculos para pressionar pela libertação de reféns: Israel não permitiu a saída segura de cidadãos estrangeiros da Faixa da Gaza e há o receio de que, saindo os reféns, o exército israelense poderia aumentar as ações contra Gaza, sob o argumento de exterminar o Hamas.

A reunião é importante, na avaliação da diplomacia brasileira porque envolve Estados árabes que são aliados e até financiadores do Hamas, como o Catar e o Irã, e de adversários políticos do grupo, como o Egito e a Jordânia. Participará também a Espanha, como representante da União Europeia.