O encontro de Arthur Lir e Lula nesta sexta-feira, 16, é a última tentativa de um acordo para a aprovação da PEC da Transição, que garantiria o pagamento do Bolsa Família no valor de 600 reais e outros 150 reais a mães de crianças com seis anos.

O presidente da Câmara exige dois ministérios além do controle da Codevasf —e o impasse está armado. Nesta quinta-feira, 15, nenhum acordo foi possível e a proposta não foi à votação. Falta voto.

Aliados de Lula defendem que o presidente eleito largue Lira de mão, editando uma medida provisória para realizar o pagamento dos benefícios a partir de janeiro. A avaliação é que a nova Câmara aprovaria a MP, porque ninguém tiraria dinheiro da população.

Ainda assim, o petista decidiu encontrar o deputado para tentar chegar a um termo. Lula sabe que terá de trabalhar com o presidente da Câmara por mais dois anos.

Para petistas, embora o deputado esteja pressionando por conta da emenda do relator e de espaço no futuro governo, o tempo também está contra ele —ninguém esquece que Arthur Lira prometeu a Lula aprovar a proposta e demonstrar controle sobre os deputados.

Faltando uma semana para o recesso parlamentar, as chances de a PEC da Transição ser aprovada, segundo a equipe de transição, são cada vez menores.