Lideranças do Congresso acusam o governo Lula de não cumprir alguns acordos na sanção da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Parte dos vetos do presidente já era esperada, mas deputados e senadores foram pegos de surpresa em ao menos dois casos.

Havia um acerto entre parlamentares e a articulação política de manter no texto trechos que tratavam de recursos do Minha Casa Minha Vida e do Fundeb (Fundo Nacional de Educação Básica).

O combinado era destinar parte da reserva dos programas para cidades com até 50 mil habitantes e para custear despesas da educação não previstas no Fundeb. Lula, no entanto, vetou.

Os trechos eram considerados por parlamentares fundamentais em um ano de eleições municipais. Há um movimento, principalmente na Câmara, para garantir recursos a aliados nas disputas locais sem depender da boa vontade do governo.

Era uma forma, diz um deputado ao Bastidor, de amenizar o veto de Lula ao calendário para pagamento de emendas parlamentares.

O relator da LDO, Danilo Forte (União Brasil-CE), classificou publicamente os vetos como “preocupantes”. Um parlamentar do Centrão, em caráter reservado, disse ao Bastidor se tratar de “sacanagem”.