A provável derrota de Luciano Bivar para o seu ex-aliado Antônio Rueda no comando do União Brasil abre definitivamente o caminho para a formação de uma federação entre o partido e o PP, de Ciro Nogueira e Arthur Lira.

Uma provável federação criará a maior bancada da Câmara, com 109 deputados, e a segunda do Senado, com 13 parlamentares. O governo Lula não gostaria, mas vê cada vez mais viável a união formal das legendas. 

Atual presidente da sigla, Bivar é uma das resistências ao acordo. Os membros do União definem nesta quinta-feira (29) quem comandará o partido pelos próximos anos e Rueda é o favorito. Segundo relatos feitos ao Bastidor, a disputa não acaba com a eleição amanhã: ações judiciais estão na mesa dos dois lados, à espera do resultado.

Bivar ficou isolado no partido, com pouca articulação com o governo Lula, que priorizou o diálogo com o senador Davi Alcolumbre, o deputado Elmar Nascimento e interlocutores de Rueda.

O presidente da legenda até tentou que o governo interferisse na disputa, já que a ala opositora é majoritariamente composta com ex-membros do DEM e adversários históricos do PT, como ACM Neto e Ronaldo Caiado. Bivar também argumentou que ele foi o grande impeditivo para o partido não se tornar bolsonarista de vez. Bolsonaro chegou a ser filiado ao PSL antes da fusão com o DEM. Não funcionou.