Na conversa que teve com Arthur Lira (PP-AL) antes da viagem à África do Sul, Lula explicou mais uma vez suas dificuldades para concretizar a pequena reforma ministerial em que inclua no governo o PP e o Republicanos. Segundo seus interlocutores, o presidente da Câmara se mostrou “compreensivo”.
Lula tentou explicar a Lira que a demora não significa má vontade nem uma tentativa de submeter os futuros aliados a uma espécie de frigideira, já que a promessa pública de inclui-los no ministério é suficiente para que haja escrutínio sobre as ações presentes e passadas dos futuros ministros.
A demora na reforma, disse, é para alinhar quem vai sair. O petista disse temer deixar quem sai numa situação politicamente ruim.
Lira, segundo seus interlocutores, disse compreender e prometeu que entregaria o arcabouço aprovado. Mas que, sem a reforma, será difícil contar com a boa-vontade de seus pares na Câmara. O recado foi entendido por Lula como “a próxima votação depois do marco fiscal precisará de um gesto efetivo”.
O presidente da Câmara disse a Lula que o seu atual ministério só entrega 150 votos.

