A possibilidade de Alexandre Silveira assumir a liderança do governo no Senado é avaliada desde a saída de Fernando Bezerra do cargo, em meados de dezembro.
Bezerra deixou a liderança em meio ao esforço concentrado do Senado para esgotar o estoque de indicações para agências e tribunais após ter sido derrotado na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União.
Para o senador, faltou interesse do governo em aprovar seu nome.
Na ocasião, como diretor de Assuntos Técnicos e Jurídicos da presidência do Senado e suplente de Anastasia, Silveira trabalhou em conversas com senadores e empresários para destravar as indicações e aprovar o nome do aliado ao TCU.
Sua atuação chamou a atenção de Ciro Nogueira, que levou seu nome ao presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação do chefe da Casa Civil, atrair alguém do PSD para a liderança do governo tira do PT e de Lula a primazia de uma eventual aliança com o partido.
Lula quer a legenda em sua campanha para a Presidência da República. Integrantes do partido também, como mostrou o Bastidor.
Alexandre Silveira é muito próximo de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado e pré-candidato a Presidência da República. Antes de aceitar o convite de Jair Bolsonaro na manhã desta quarta-feira, 19, ele conversou com o aliado.
Pacheco disse que não tinha objeções.
Silveira ainda não tomou posse como senador. Ficará para o retorno do recesso parlamentar, no dia 2 de fevereiro. É quando se espera que seja oficializado na nova função.

