O senador Rodrigo Pacheco avisou a seus aliados que o Senado vai enterrar o retorno das coligações nas eleições proporcionais, medida aprovada pelos deputados em primeiro turno ontem (quarta). Também alertou que qualquer alguma mudança no Imposto de Renda receberá tramitação lenta na Casa.
Pacheco resiste ainda a impor restrições à Justiça Eleitoral, como a que foi aprovada pela Câmara. Segundo o texto, que precisa passar por nova votação, o Tribunal Superior Eleitoral não pode nem publicar atos normativos ou expedir decisões judiciais que alterem em alguma medida as regras eleitorais antes de um ano antes das eleições.
O governo vê a postura de Pacheco como indício de que ele será candidato a presidente. Articuladores políticos do governo, como os ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Flávia Arruda (Secretaria de Governo), além dos líderes Fernando Bezerra e Eduardo Gomes, ainda avaliam como lidar com o presidente do Senado.

