O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, vai evitar a instalação da uma nova CPI para investigar o crime de peculato, supostamente praticado pelo presidente Jair Bolsonaro, no esquema de desvio dos salários de servidores de seu gabinete quando exercia o mandato de deputado federal.  

O senador Alessandro Vieira já está obtendo assinaturas de colegas para a nova comissão parlamentar de inquérito baseada nas revelações de uma reportagem publicada hoje, segunda-feira 5 de julho, no portal UOL.  

Segundo a reportagem, Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Bolsonaro, cita o presidente diretamente em trocas de mensagens que tratavam do esquema apelidado de “rachadinha”, mas que é crime de peculato.

O mesmo crime é investigado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro nos gabinetes de Flávio Bolsonaro, quando exerceu mandato de deputado estadual na Assembleia Legislativa, e no do vereador Carlos Bolsonaro.

Se Alessandro Vieira conseguir assinaturas suficientes para encaminhar a Pacheco, o presidente do Senado já disse a aliados que tende a evitar novo confronto com Bolsonaro.

Pacheco repete o que fez na CPI da Pandemia. Os autores do requerimento tiveram que recorrer ao Supremo Tribunal Federal para a sua instalação por ordem do ministro Roberto Barroso que, depois, foi ratificada pelo plenário da corte.