O protagonismo do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e, em certa medida, do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), na negociação da dívida de Minas com a União veio da difícil relação do governador, Romeu Zema (Novo), com a Assembleia Legislativa do estado.

O governador, que esteve ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), nas últimas duas eleições, buscava não nacionalizar o debate e não envolver o governo federal antes de esgotar todas as alternativas internamente.

A opção seria um plano de recuperação fiscal – que precisaria ser aprovada pelos deputados estaduais e acarretaria um robusto corte de gastos.

Como não é candidato à reeleição, Zema deixaria o governo como o maior responsável pela solução de um problema que persegue sucessivos governos mineiros.

Na Assembleia, no entanto, até aliados de Zema se colocaram contra o plano. Foi a partir daí que Pacheco e Silveira entraram em campo e, com apoio de Lula, encabeçaram uma alternativa para o estado.

Como mostrou o Bastidor, as negociações têm como pano de fundo as eleições de 2026.