Os chefes do centrão – especialmente do PP, do PR e do Republicanos – pressionam o Palácio do Planalto para que o presidente dê uma resposta política assertiva ao avanço avassalador da pandemia.

Essas lideranças avaliam que Jair Bolsonaro não tem mais margem de manobra. Precisa mudar o discurso e enfrentar de frente a calamidade sanitária, mesmo que não defenda medidas de distanciamento social.

Para os chefes do centrão, o presidente tem que assumir a responsabilidade política da crise e liderar o país. Caso contrário, acreditam, Bolsonaro sangrará popularidade. “Se o presidente não se mexer, teremos que fazer algo”, diz um dos chefes do centrão. “A pressão está crescendo e isso só vai piorar.”

O principal flanco do governo é a CPI da Pandemia, que Rodrigo Pacheco segura no Senado há semanas. A morte, por complicações de covid, do senador Major Olimpio assustou muitos de seus colegas. E enraiveceu outros.

A indicação do médico Marcelo Queiroga ao cargo de ministro da Saúde decepcionou as lideranças – até agora, Queiroga nem foi formalmente nomeado. Indicou apenas “continuidade” na “política do governo”.