Por articulação do governo, que seria derrotado na derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro, a distribuição gratuita de absorventes menstrual para meninas e mulheres em situação de vulnerabilidade deve voltar em março para análise.
Diante da iminente derrota, o líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes, conseguiu o adiamento da discussão do veto.
Para a surpresa de muitos parlamentares, principalmente das mulheres, o argumento de Gomes para tentar manter o veto de Bolsonaro era de que a distribuição do item é uma pauta da esquerda –e não uma necessidade básica.
O Bastidor informou que a distribuição do absorvente menstrual é uma preocupação do Ministério da Economia.
Não é a primeira vez que o Congresso adia a discussão do veto.
Em dezembro de 2021, ele foi incluído na pauta de uma sessão do Congresso Nacional e, logo depois, retirado também por pressão do governo.
O texto foi vetado por Bolsonaro em 7 de outubro e, desde então, o tema aguarda decisão dos parlamentares.

