O empresário bolsonarista Carlos Wizard compareceu à audiência da CPI da Pandemia hoje, quarta-feira 30 de junho, e recusou-se a responder perguntas dos senadores. Alegou que tinha uma autorização do STF para manter silêncio se julgasse que poderia se incriminar.

Apesar de não dar respostas, Wizard falou durante alguns minutos no início da audiência. Estava acompanhado do advogado criminalista Alberto Zacharias Toron.

Ele foi convocado pela CPI no âmbito da investigação de um gabinete paralelo que assessorava o presidente Jair Bolsonaro durante a pior crise sanitária da história que já matou mais de 500 mil brasileiros. Esse gabinete paralelo foi citado no depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta.

O gabinete paralelo se notabilizou por defender o tratamento precoce, eufemismo usado por seus líderes para a recomendação de remédios imprestáveis para tratar doentes com covid-19, principalmente a cloroquina.

Wizard comanda a holding Sforza que controla as operações de várias franquias de fast food no Brasil, como, por exemplo, Pìzza Hut, KFC, Taco Bell e Mundo Verde. Ele também tem uma rede de escolas de idiomas chamada Wise Up.

O dono da holding Sforza teve atuação intensa no lobby para a compra de vacinas por empresas, quando teve apoio de outros empresários bolsonaristas como, por exemplo, Luciano Hang, da rede de varejo Havan.