Lula quer concluir nos próximos dois meses o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Para isso, além das discussões diplomáticas, espera concluir as conversas no encontro de alto nível entre ele, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Uma reunião está prevista em Brasília nas próximas semanas, porém ainda sem data. A presença de Pedro Sanchez é considerada importante, porque a Espanha assume a presidência do bloco a partir de julho. O primeiro-ministro espanhol defende o fim rápido das negociações.

Em 2019, Jair Bolsonaro chegou a assinar o acordo, fruto de uma negociação de 20 anos, mas a maneira como o governo destruiu a política ambiental estragou tudo. Adversária do acerto por causa de eventuais impactos do tratado sobre sua agricultura com a competição brasileira, a França aproveitou a chance para barrar o avanço do tratado.

Na avaliação da diplomacia brasileira, as travas impostas após a assinatura do acordo por Bolsonaro serviram também como um freio de arrumação para esperar novas eleições no Brasil.

A crença, agora, é que a troca de governo e os compromissos assumidos pelo país permitam, finalmente, que saia do papel o tratado de livre comércio, que é considerado o maior do mundo. São 32 países envolvidos, com 780 milhões de pessoas e um PIB de 20 trilhões de dólares, equivalentes a cerca de 100 trilhões de reais.