A pressa da Câmara dos Deputados em apreciar a minirreforma eleitoral e a PEC da Anistia a tempo de valer nas eleições municipais de 2024 encontra barreira no Senado.

A resistência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em garantir ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que as matérias serão apreciadas e aprovadas até a próxima semana gerou mais um ruído entre os dois.

O cenário hoje, segundo interlocutores de Pacheco, é o de que “é muito difícil” qualquer decisão no Senado sobre os temas. Tradução: não vai dar.

Na Câmara, a minirreforma foi aprovada em tempo recorde, com prejuízos para os pequenos partidos, e candidaturas de mulheres e negros, como mostrou o Bastidor.

Já a PEC da Anistia, que livra partidos de punições decorrentes de irregularidades em eleições anteriores, tem sido adiada por lideranças da Câmara pela falta de acordo que garanta a tramitação no Senado.

A aliados, Lira disse que o texto do deputado Antônio Carlos Rodrigues (PL-SP) só irá a plenário se houver chance de passar a jato pelo Senado.

Deputados que concordam com o presidente da Câmara dizem que a casa não pode assumir sozinha o ônus das votações perante o público. Já no Senado a justificativa é que as matérias precisam de tempo para serem maturadas.