Apesar de João Doria ter saído vencedor nas prévias do PSDB no fim de 2021, há um movimento para pressioná-lo a desistir da disputa à Presidência da República caso não melhore nas pesquisas até o início de abril.
Tucanos envolvidos no motim sabem da dificuldade de êxito, mas tentam se organizar para, na convenção do partido, enviar um sinal para a Doria.
Num jantar recente oferecido pelo senador Tasso Jereissati, houve quem sugerisse impor uma derrota ao governador de São Paulo não dando a legenda a Rodrigo Garcia, vice-governador da gestão Doria e indicado para sucedê-lo.
O estatuto do partido diz que o vencedor das prévias será confirmado na convenção, mas Garcia, dizem os tucanos envolvidos, não participou de nenhuma disputa prévia.
De todo modo, admitem, será difícil tirar Doria da disputa presidencial mesmo que ele não melhore nas pesquisas até a convenção. Também admitem que haverá dificuldade de sacar Garcia, porque há alianças sendo alinhavadas desde já com outras legendas para apoiar sua candidatura ao governo de São Paulo.
Porém, o mero fato de líderes do partido estarem dispostos a se movimentar para enfraquecê-lo preocupa João Doria. Uma de suas estratégias para desmontar a resistência ao seu nome foi convidar o presidente do PSDB, Bruno Araújo, para coordenar sua campanha.

