A participação online de Jair Bolsonaro na posse de sua mulher, Michelle, no comando da seção feminina do PL, na terça-feira (21), constrangeu seus aliados. Vários ficaram inseguros sobre as condições psicológicas de o ex-presidente voltar ao Brasil para liderar a oposição ao governo Lula.

Aliados acham que Bolsonaro ainda não se recuperou da derrota e que precisa cuidar da saúde mental. Sua aparição chocou por seu abatimento. Para muita gente no evento, as situações relatadas sobre o ex-presidente eram isso, apenas relatos exagerados.

Houve quem ficasse chocado, porque esperava um homem pronto para apoiar a mulher e se colocar ao lado para liderar “a resistência às ideologias de esquerda”. Nada disso. “Surgiu alguém choroso, pequeno, digno de pena”, disse um deputado do PL ao Bastidor.

Os relatos de quem fala com o ex-presidente com mais intimidade são de choros frequentes, apesar de ter passado quase cinco meses desde a derrota nas urnas.

Ninguém tem coragem de pedir para o ex-presidente procurar ajuda psicológica. Mas, na avaliação deste deputado do PL, é melhor que ele fique nos Estados Unidos. “Ninguém quer gastar energia aqui tendo de consolá-lo pela derrota eleitoral”, diz. “As eleições municipais estão aí”.