O presidente Jair Bolsonaro está eufórico com os eventos com motociclistas encerrados com comícios. Ele diz que a oposição não pode acusá-lo de propaganda eleitoral antecipada porque é um “passeio pessoal”, seja lá o que for isso.
Bolsonaro e alguns de seus ministros participam com suas motos em passeios que mostraram mobilização e força política no Rio, em São Paulo e Brasília, mas a receita será repetida em outras cidades.
A euforia de Bolsonaro com os passeios de moto talvez seja menor que a preocupação dele com o enorme desgaste imposto pela pandemia e potencializado pela exposição na CPI no Senado.
O presidente vai insistir na contestação aos números de mortes provocadas pela pior crise sanitária da história. Ele afirma aos seus auxiliares que restará à oposição acusá-lo de ter demorado para vacinar a população enquanto milhares de pessoas morriam.
No evento com motociclistas em São Paulo no fim de semana passado, Bolsonaro voltou a mentir ao dizer que as vacinas são experimentais e que a ciência ainda não encontrou resposta à pandemia.
O epidemiologista e reitor da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal, publicou nas redes sociais números que mostram a péssima reação do Brasil na pandemia. Se o país estivesse na média mundial de mortes provocadas pela covid-19, 3 de cada 4 mortes poderiam ter sido evitadas. A média mundial está em 1 morte para 2 mil pessoas doentes. No Brasil, há uma morte para 454 infectados.

