Veio de cima a ordem para o tom duro adotado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, na reunião de hoje com João Doria sobre as vacinas. Ao contrário de conversas anteriores com governadores, normalmente amistosas, nessa Pazuello foi incisivo e áspero com o governador de São Paulo.
A orientação para confrontar Doria partiu do Planalto. O presidente cobra atitudes firmes de seu ministro da Saúde, de modo a manter a linha política escolhida por ele desde o início da pandemia.
A pressão do cargo e o custo de manter o discurso belicoso exigido pelo presidente cobram um preço que Pazuello talvez não esteja disposto a pagar, conforme ele disse a amigos. “(Pazuello) está no limite da paciência”, afirma um deles.
Quem o conhece bem acredita que ele não aguentará por muito mais tempo a missão que lhe foi conferida.

