Ao virem a pressão aumentar sobre Flávio Dino essa semana, aliados do ministro da Justiça correram a Lula para pedir que não divida ministério em dois, criando a pasta da Segurança Pública.

O presidente já havia dito, informou o Bastidor, que, se houvesse mudança, ela ficaria para o ano que vem.

Foram dois os argumentos levados a Lula. O de que dar à Segurança Pública o status de ministério poderia ser um tiro no pé, porque puxaria para o governo federal a responsabilidade — que pela Constituição é dos estados— dos casos de violência país afora, especialmente os crônicos, como Rio de Janeiro e Bahia.

O segundo argumento —e ao que Lula é menos sensível— trata do enfraquecimento político de Dino.

Os aliados do ministro acham que ele é um dos principais alvos da oposição e da militância bolsonarista. Enfraquecê-lo, além de um desprestígio a um aliado de primeira hora, poderia ter um efeito contra o próprio presidente. O argumento dos amigos é que Dino serve de anteparo a críticas diretas a Lula.

Não deixaram de fora uma reclamação contra a deputada federal, Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT. Acharam desnecessária a manifestação dela nas redes sociais contra o aumento dos casos de estupro e de feminicídio em 2023, como se fosse da oposição.

Acham a aliada uma hater declarada.