Lula decide até esta quinta-feira (23) se acolhe a orientação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e veta integralmente o projeto que prorroga a desoneração da folha de pagamento ou se ouve os apelos de parlamentares da base aliada, empresários e sindicatos pela sanção do projeto.
A demora na decisão tem a ver com as ameaças de que um eventual veto prejudique a tramitação de outras matérias consideradas fundamentais por Haddad para zerar o déficit fiscal em 2024.
No caso da desoneração, o que mais contrariou o governo foi uma emenda incluída pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), que inclui municípios na proposta. O impacto da medida é de 9 bilhões de reais.
A emenda foi fruto da insatisfação do senador com a articulação política do governo. Ganhou apoio dos colegas senadores e de deputados. O Palácio do Planalto chegou a levar um drible durante a apreciação da matéria.

