A Polícia Federal anunciou ontem a abertura de um inquérito para investigar o assassinato de Antônio Vinicius Lopes Gritzbach no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A investigação, segundo a PF, será realizada com a Polícia Civil de São Paulo.
Gritzbach foi assassinado na sexta-feira (8). Dois homens desembarcaram de um veículo preto e efetuaram os disparos contra o empresário que era jurado de morte pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). Outras três pessoas ficaram feridas.
Ele era ameaçado de morte desde que firmou um acordo de delação premiada com a Justiça, no qual se comprometeu a contar detalhes sobre a organização criminosa. Gritzbach era acusado de ter assassinato de dois membros do PCC em 2021. Ele foi libertado em 2023, depois do acordo com o Ministério Público.
A delação de Gritzbach, homologada em março, foi resultado de anos de negociações com o Gaeco. Ele explicou que o PCC usava a compra de imóveis de alto padrão na zona leste de São Paulo, especialmente no Tatuapé, para lavar dinheiro.
Ex-diretor da construtora Porte Engenharia e Urbanismo, Gritzbach também expôs que o PCC usava, além do mercado imobiliário, criptomoedas e o futebol.
Nos últimos meses, agentes da Polícia Militar faziam a escolta de Gritzbach. Segundo o Ministério Público, ele não quis a proteção do Estado e contratou policiais, que faziam o serviço depois do expediente.
Na sexta, quatro agentes iriam buscá-lo no aeroporto. Só um chegou ao local. Em depoimento à Polícia Civil, eles disseram que no caminho para Guarulhos um dos veículos teria apresentado um falha mecânica. Três dos seguranças teriam ficado com o carro, enquanto o outro foi ao local do crime com o filho da vítima e uma outra pessoa ligada à família.

