Como antecipado pelo Bastidor, a Pfizer pediu hoje (sábado) o registro definitivo de sua vacina contra o coronavírus. O registro deve ser aprovado em poucas semanas – a empresa já vinha apresentando dados e documentos à agência, por meio do chamado processo de submissão contínua.

O registro permitirá à Pfizer vender sua vacina no mercado privado. (A autorização de uso emergencial, em contraste, assegura apenas vendas para o plano nacional de imunização.)

Até agora, após meses de negociações frustradas, a gigante americana não conseguiu fechar contrato com o Ministério da Saúde – as tratativas assustaram os executivos americanos da Pfizer.

Embora governos tenham prioridade de compra, a Pfizer quer vender suas vacinas na maior escala possível – o que inclui o mercado privado; e, dentro dele, o brasileiro. A empresa prevê faturar mundialmente, no mínimo, US$ 15 bilhões neste ano, lucrando US$ 4 bilhões com a venda de 1,3 bilhão de doses de seu imunizante. (O número de doses produzidas deve aumentar.)

Trata-se da vacina mais cara no mercado. Mas não sem motivo. Usa uma tecnologia inovadora, assim como à da Moderna, e a empresa visa lucrar. Segundo os dados clínicos, é uma vacina altamente eficaz e segura.