O PSDB aprovou a incorporação do Podemos durante convenção nacional nesta quinta-feira (5). Foram 201 votos a favor da união com o partido da deputada federal Renata Abreu e 2 contrários.

O projeto estava sendo discutido por PSDB e Podemos há meses, depois que as negociações entre tucanos e o PSD de Kassab esfriaram. A incorporação do partido de Renata Abreu foi o caminho jurídico encontrado para evitar a perda de tempo de TV e de acesso ao dinheiro do fundo partidário, penas impostas pela lei a partidos que diminuem de tamanho.

O PSDB firmou uma federação com o Cidadania em 2022, para disputar as eleições. De acordo com a lei, os partidos têm de permanecer unidos por um ciclo eleitoral completo, ou seja, quatro anos. Seguindo essa linha, os tucanos só poderiam fundir-se ao Podemos sem restrições legais em 2026.

Uma fonte do Podemos disse ao Bastidor que, sem o tempo em rádio e TV e o acréscimo do fundo partidário tucano, não haveria motivo para a incorporação. Agora, as executivas nacionais dos dois partidos vão passar a discutir os detalhes operacionais da incorporação.

As tratativas prévias à convenção nacional do PSDB colocavam certa dúvida sobre a viabilidade da união partidária. A maioria da bancada tucana não queria ser representada na discussão pelo deputado Aécio Neves, mas não tinha alternativa.

Noutra frente, um grupo minoritário do PSDB, ligado a Marconi Perillo, tentou rediscutir as regras definidas entre tucanos e Podemos sobre a presidência do novo partido. O combinado foi que Renata Abreu assuma o cargo pelos próximos quatro anos, mas houve a sugestão de uma presidência rotativa, a cada seis meses.