A oficialização do ministro Victor Godoy Veiga no cargo é mais uma tentativa de Jair Bolsonaro de tentar dar aparência de tranquilidade em uma das pastas mais importantes – e esquecidas – da administração pública. Ele é o quinto a assumir o posto desde o que o presidente foi eleito. Todos os antecessores foram demitidos depois de polêmicas.

Os casos vão desde suspeitas de corrupção, erros de português e até suspeitas de fraudes no currículo acadêmico.

O Bastidor preparou um resumo sobre o que cada ministro fez – ou deixou de fazer – para acabar caindo na desgraça do governo e da opinião pública.

  • Ricardo Vélez Rodrigues – o primeiro ministro da Educação de Bolsonaro ficou apenas três meses no cargo. A gestão foi marcada por polêmicas. Certa vez, em entrevista, disse que “brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisa de hotel”. Também encaminhou mensagem às escolas pedindo que os alunos fossem gravados cantando o hino nacional. Defendeu a revisão de livros didáticos que falam sobre o golpe de 1964. Foi indicado ao cargo pelo escritor Olavo de Carvalho.
  • Abraham Weintraub – o economista foi o segundo mais longevo no posto. Saiu em junho de 2020, depois de defender publicamente a prisão dos ministros do STF e os chamou de “vagabundos”. A gestão também foi marcada por polêmicas, incluindo os erros de português nas postagens que publicava em redes sociais. Depois de sair do cargo, foi indicado para o posto de diretor do Banco Mundial.
  • Carlos Decotelli – a passagem relâmpago do professor foi marcada pela adulteração do currículo acadêmico dele. Ele divulgava ter feito doutorado e pós-doutorado na Argentina e na Alemanha, respectivamente. As duas instituições que constavam no rol de locais em que Decotelli teria estudado negaram a passagem dele por lá. A FGV também negou que ele fizesse rol do corpo docente da instituição, como constava no currículo.
  • Milton Ribeiro – as suspeitas de corrupção dentro do Ministério da Educação derrubaram o pastor evangélico. Ele colecionava controvérsias antes mesmo de assumir a pasta. Em 2006, defendeu o castigo físico contra crianças. Em 2018, atacou universidades, dizendo que elas promoviam a prática de sexo. Também defendeu que o ensino superior deveria ser para poucos. Já na pasta, afirmou que a homossexualidade é relacionada a “famílias desajustadas”.