Caso seja confirmada por Donald Trump, a nomeação de Marco Rubio ao cargo de secretário de Estado tem tudo para causar encrenca aos bancos e operadores que ajudam países como China, Rússia, Irã, Cuba, Coreia do Norte e Venezuela a fazer negócios e obter crédito no sistema financeiro ocidental.

O senador pela Flórida sustenta que são necessárias sanções mais duras contra países antidemocráticos, que violam os direitos humanos e promovem terrorismo. Ele chegou a propor uma lei que coibisse a movimentação financeira internacional de alguns países. Entre eles, a Rússia, por conta da invasão à Ucrânia.

Empresas e pessoas ligadas a esses regimes, e que foram alvo de sanções, ainda conseguem manter negócios em parte da Europa e na América Latina, inclusive no Brasil, graças a facilitadores e a leniência de alguns bancos internacionais.

Rubio quer asfixiar financeiramente os alvos de sanções. O senador tem ambições presidenciais e tenta estabelecer sua marca como linha dura em relação a ditaduras adversárias aos interesses americanos.

Se assumir a Secretaria de Estado, Rubio será o primeiro latino a ocupar o cargo. Ele é filho de imigrantes cubanos.